27 de out de 2011

A gente tem direito a ter uma segunda chance né? E quando a gente realmente PRECISA dela? A vida faz tanta coisa com a gente que parece que tudo não passou de um sonho e parece que nem dá tempo de parar, pensar e respirar. É vida, eu estou precisando de uma segunda chance.



9 de out de 2011

A arte de conhecer pessoas.

Um tio de minha mãe teve câncer e precisou operar e retirar boa parte da garganta. Não sei muito bem como isso funciona, mas a princípio ele só se alimentaria através de sonda e não falaria mais. Algo muito triste para uma pessoa de 50 e poucos anos. Fiquei triste quando minha mãe me contou, mas não tive tanto envolvimento com a notícia pois nem me lembrava direito dele...sabe parentes que moram longe e que só vemos em casamentos? Então, era assim com ele.
Hoje, fomos fazer uma visita a ele que já está em casa. Fiquei apaixonada pela pessoa que ele é. Ele ainda não está falando, então usa um caderninho para se comunicar com todos. Mas, não foi através dele que  demonstrava sua receptividade, sua gratidão por estar vivo e seu carinho com todos. Pelo que soube da história ele foi daquelas pessoas que nunca fizeram mal para ninguém, a não ser para ele...pois bebia e fumava demais. Mas, gente... apaixonei-me pelo seu jeito de tratar a gente, pelo seu olhar que substitui a fala. Uma pessoa que não julga ninguém, nem a si mesmo, que agradece a vida de uma maneira que só quem chegou bem perto de perdê-la sabe fazer e que faz questão de deixar em cada pessoa que passa por perto, uma pontinha de alegria e a certeza de que o seu coração é a sua melhor parte. 
Enfim, com ele não tem aquela saia-justa comum em família, não tem aquelas perguntas indiscretas. Só teve bolo de doce de leite e sorrisos.                                      

6 de out de 2011

"A vida é boa Sebastião"

Que bom que passou. Aquela sensação de velhice ou um tipo de autismo mesmo. Sabia que aquela não era eu de verdade. Cada vez que via algo bom da vida lembrava que aquilo poderia acabar. Não trabalhamos bem com o finito. Dias de nostalgia. Dias de crise. Pura inércia. Mas, estou voltando... Cazuza tem me ajudado muito. Livros tem me aberto os olhos. Andava me sentindo só mais uma naquela multidão casa-trabalho-casa-trabalho. Todo dia sempre assim. Sem emoção. Somente razão. 
Estou me redescobrindo. Posso mais. Acho que tudo muda quando você decide que pode ter mais. Aí, não tem jeito: As coisas acontecem. De dentro pra fora, sem aquela foto estampada nas redes sociais, mas acontece.
Aquela ânsia de engolir o mundo no embalo de uma rede em um final de semana. Felicidade realista.

Aqui a gente não precisa de muito para ser feliz. Que bom!