29 de abr de 2011

Foto: Reprodução

As pessoas estão todas ansiosas. E, eu to cansada de fazer parte disso todos os dias em São Paulo. Eu sinto que eu estou assumindo para mim este ritmo frenético, essa velocidade na voz tão peculiar aos paulista. Esse desespero que faz eu ver uma coisa e quere-lá para mim jhá. Essa bagunça nos pensamentos que me lembram o Tarso (sim, o da novela que escutava vozes)...e parece que as vozes não param nunca na minha cabeça. Eu só consigo me acalmar quando coloco a cabeça no travesseiro e logo ao acordar, todo o filme (do dia anterior e do dia que vem pela frente me vem na cabeça) .

Talvez seja o fato de não saber bem o que eu quero da vida (!) aos 23 anos, talvez seja o fato de a vida não ter descoberto o que quer de mim (aos 23 anos). Talvez seja o fato de eu trabalhar muito longe e passar quase 5 horas só no percurso. Talvez seja o fato de eu ter uma cabecinha muito louca que não consegue parar de pensar um só minuto. Talvez seja o meu jeitinho.

Eu não sei o que é, só sei que eu preciso focar em alguma coisa e ir até o fim. Preciso descobrir o que me move. E ficar lá. Preciso parar de olhar para os lados e olhar para mim, mais vezes. Preciso descobrir o que quero ser “quando crescer”, por que essa indecisão do jeca está me matando! (drama a gente vê por aqui). Preciso lembrar que eu SÓ tenho 23. E, que mesmo tendo SÓ 23 anos, eu já tenho um diploma de bacharel em Administração, um de técnica em Administração, um de Confeitaria e um de Maquiadora. Agora só me falta saber o que fazer com isto tudo. Agora só me resta acordar amanhã sabendo o que fazer. E, eu quero muito saber.

Como uma prática do desapego e do auto controle, eu que já não costumo torrar dinheiro (somente o faço comprando esmaltes, apesar de não pintar as unhas frequentemente...), farei um trato comigo mesma: Não comprarei roupas durante um mês. Farei assim daqui em diante: um mês de privação de coisas que tem me chamado muito a atenção e acabado com o meu auto controle.

Um dia eu estava tão afim de saber qual era a da vida, que em apenas uma tarde eu quase me matriculei em uma pós - graduação e, depois, quase adotei uma criança africana.

Medeixaquehojeeutodebobeira.com.br

2 comentários:

Casa de Mãe joana disse...

Minha querida faça como eu. Mantenha se calam, pois terá toda uma vida para decidir o que realmente deseja fazer. Rsrsrsrsrsr. beijos

Oscar disse...

é...complicado..as vezes a gente perde o rumo,ou realmente não o axa..mas sei la,acredito que sempre ha um caminho,e q a vida acaba nos mostrando esse tal caminho..só nos basta ter a calma e a sabedoria para vê-lo..enfim..
adotar uma criança africana seria uma boa.=)