2 de jul de 2010

Copa.

E o Brasil perdeu a copa mais uma vez. Dessa vez estava no serviço, atenta aos mais diversos comportamentos diante da iminente derrota do Brasil. Uns deixaram a sala, outros se calaram, outros ficaram inquietos, alguns tentaram manter o: "Eu sabia que não ia dar", mas uma coisa é certa: Todos estavam tristes, desiludidos. E eu fiquei pensando...na vida é assim também: diante das dificuldades, das adversidades, cada um tem um comportamento, que normalmente é idêntico ao visto durante um jogo de futebol. Sempre tem aqueles que não curtem ver o circo pegar fogo, ver o barraco desabar, simplesmente não ficam para ver no que vai dar. Seja dando a desculpa que for, seja colocando a culpa no coração ou em qualquer coisa que o valha, sempre dão um jeito de tirar o corpo fora, ou simplesmente não conseguem ter aquela paz, aquela “ presença de espírito” para enfrentar de frente as situações.

Outros irão sempre se calar. Pode estar tudo indo para os ares que esses, com certeza irão estar com aquela cara de paisagem, de não foi comigo. Mas, eles permanecem lá. Ficam para ao menos ver no que vai dar. Calados. Donos de olhares incógnitos. Você nunca sabe o que realmente passa na cabeça deles, mas sabe que eles estão lá. Fazendo o que podem naquele momento.

Existem aqueles que falam pelos cotovelos nos momentos de tensão. Gritam, falam palavrões, vendem a mãe e os filhos por um gol, mas com certeza darão sua opinião. Todos ali saberão o que eles estão pensando. Todos notarão sua presença. Nem sempre são eles que vão ajudar a salvar a situação, pois não conseguem ver um palmo diante da mão (diferente dos calados, que conseguem ver a situação como se estivesse fora do seu próprio corpo) , mas com certeza, tirar o corpo fora não é com eles. E por fim, existem aqueles que sempre irão dizer: “Eu te disse!”. Frase essa que não ajuda, nem nunca irá ajudar ninguém, e que normalmente denota uma frieza enorme, ou uma versão copilada daquele que tira o corpo fora. E o pior, assume para todos que só estará do lado daquele que está bem, visto que nunca irá admitir um “ Puxa, fomos pegos se surpresa” ou ainda um “ Cara, que merda”!

Existem muitas outras características que se pode notar ao ver o comportamento de quem está assistindo um jogo, mas com certeza, neste ano de 2010, a única certeza que tenho é: Puxa, daqui a 4 anos terei 26 anos...óóó!

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