30 de jun de 2010

Filmes.

Terminei de assistir o filme Nome Próprio. Um filme nacional, cheio de peladice, sexo e palavrão. Mas que possui frases, cenas de uma garota que escreve em seu blog , mas que possui uma vida que fora dele é uma bagunça. Cheia de contradições, desencontros, tentativas e erros ela tenta encontrar nas pessoas com quem se relaciona alguém que cure seu excesso... e o que o filme mostra é que somente as palavras estão conseguindo fazer isso por ela, além de tudo sem exigir nada em troca, ao contrário das pessoas que encontra pelo caminho.
Ela se doa ao máximo. Ela deixa um pouco dela em cada pessoa, em uma tentativa quase desumana tenta se encontrar. E acaba se perdendo mais e mais. Ao tentar encontrar alguém que cure seus excessos, ela descobre mais excessos, mais e mais. Até o momento em que perde algo que preservava até então: a capacidade de confiar. Ela perdeu -se.
Um filme estranho, mas que rende boas reflexões. Retrata um pouco como a gente tem vivido: Dando -se na esperança de ter um pouco, de encontrar -se. O resultado: uma equação sem solução. Não há saída desta maneira.

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