19 de out de 2009


Ontem, era mais de 22h30 e eu estava chegando em casa, meio mal humorada como de costume. Não pelo serviço em si, mas pelo cansaço mesmo. Quase na minha rua, me deparo com um homem carregando uma "carroça" carregada de papelão, isso debaixo de uma garoa fina (na minha opinião, a mais deprimente). Não sei o que me deu, mas me veio na cabeça na hora: " Poxa, como será que esse homem estará daqui a 10, 20 anos??"
E essa pergunta me assusta, me instiga a toda hora. Eu particulamente, acho que sou muito reclamona, mas cada vez que vejo uma cena similar à essa, me sinto como se tivesse levado um balde de água fria. Um raio de consciência.

E fiquei me questionando: "Se eu  que estou estudando inglês, fazendo faculdade, tendo todo o apoio dos meus pais e irmã para construir alguma coisa lá na frente, sou assombrada por diversos pensamentos angustiantes.O que será que passa pela cabeça daquele  homem carregado de papelão???"

Eu queria poder fazer algo para dar um rumo na vida de alguma dessas pessoas. Acho que na verdade a gente não quer saber para onde está indo. A gente no fundo só quer ir, ir indo...progredindo passo a passo, ver  lá na frente que algo de melhor pode aparecer, que  há uma esperança.
Eu no fundo, vejo isso.Sei que estou batalhando para alcançar algo ainda não palpável, mas imaginável. Mas, e aquele homem? O que ele imagina? O que ele está conseguindo fazer para conseguir imaginar algo de bom para o seu futuro???

O quê estaria ao meu alcance no sentido de promover algum caminho para essas pessoas?
 Aceito sugestões. E falo sério.

15 de out de 2009

Um pouco de tempo com vc, só me causa um efeito colateral: querer mais.

12 de out de 2009

Coisas da vida

Minha bisavó morreu hoje. Eu queria tanto ter tido mais contato, mais intimidade, mais amor... para hoje lembrar dos momentos que teria estado com ela e dizer um do fundo do meu coracao: Foi bom ter tido vc por aqui bisa!
Vá com Deus Bisa Pureza!

Você

Queria postar novamente...mas não sabia exatamente por onde recomeçar. A sensação que tenho é de que estou reevendo uma amiga depois de anos...e você ainda está meio acanhada, com medo de que ela tenha mudado e te censure... Mas, aqui é o meu porto seguro. O lugar onde eu posso falar sem medo. Sem amarras. ] Para me reencontrar fui ler o meu PRIMEIRO post aqui. Quanta mudança Cristiane... Me veio a tona tudo o que eu estava passando no momento: Conheci o Toni na internet, me apaixonei, idealizei...resumindo, me apaixonei pela idéia do Toni, por aquilo que imaginei poder viver com ele... A mesma coisa foi com o meu primeiro amor platônico!!! Não que eu tenha atingido a maturidade...hehe....Longe disso...Mas vejo as coisas diferentes. Meu namoro começou pelo avesso: Comecei sem estar apaixonada, e agora....putz, e agora?! Sinto que existe em mim duas Cristianes, uma antes dele, outra depois. Não que a antes seja melhor ou pior que a de agora, mas é diferente... muito diferente. Aprendi com ele como é namorar. Aprendi o que é querer a pessoa do seu lado para fazer os programas mais "de índio ever". Aprendi a sentir o corpo dele colado no meu ao dizer " abraça- me muito forte" e receber aquele abraço de doer as costelas. Aprendi a falar coisas que eu nem sabia que existia em minha cabeça. Aprendi a programar o fds e dizer a clássica: onde vamos? oq vc quer fazer?! Aprendi a fazer cafuné e a amar reparar os seus olhos me olhando de baixo para cima enquanto bagunço seu cabelo. Aprendi a cada vez que tenho uma crise de riso com ele, pensar: Poutz, como seria essa cena sem ele?? Aprendi a olhar ele saindo da minha casa às 23h00 e passando pela portaria e sentir aquele apertinho de saudade logo após sua partida. Aprendi a ligar ou esperar sua ligação sempre às 23h00 toda noite. Aprendi a ver uma matéria de PP e pensar: Vou guardar para ele. Aprendi a gostar de receber carinho. Aprendi a dar carinho. Aprendi a imaginar coisas ao lado dele. Aprendi como é desejar alguém. E mais: aprendi a estar do seu lado. Aprendi....Aprendi... E desaprendi a ficar sem você.