17 de jan de 2008

Eu sei!


Parte II


O post anterior não era para ter parte II, porém achei injusto comigo, com meus sentimentos deixar aquele texto daquele jeito, já que como diz Heráclito: “Tudo é movimento”, ninguém consegue banhar-se duas vezes no mesmo rio”!
Pois é, bem como este rio, tudo em minha mente, em meu coração altera-se com uma incrível
velocidade.... Não foram mudanças tão radicais, pelas quais eu possa afirmar que todas aquelas dúvidas me deixaram em paz.Definitivamente não.Mas já sinto que tudo tem seu tempo, e que sim “Existem pessoas especiais”, e que quero e devo esperar e ver sempre o melhor delas, e não o pior...(Alguns recados aqui me ajudaram a ver isso). Aproveitar os momentos, as esperas, as dúvidas, o não saber o que falar, o que fazer, e todos estes sentimentos próprios de novidade, que ao mesmo tempo em que não saem da cabeça, me trazem uma sensação gostosa...Como pode?!! Não sei...Mas vi que a gente deixa de viver um monte de coisa bacana por simplesmente se dar ao luxo de duvidar e querer ter o controle de tudo e todos...Não quero ser assim...Enfim, isto já ficou grande por demais, mas queria dividir este texto incrível de Clarice Lispector. Como ela entendia e sabia expressar o que havia em sua alma...



"...Não pense que a pessoa tem tanta força assim a ponto de levar qualquer espécie de vida e continuar a mesma. Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso - nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro. Nem sei como lhe explicar minha alma. Mas o que eu queria dizer é que a gente é muito preciosa, e que é somente até um certo ponto que a gente pode desistir de si própria e se dar aos outros e às circunstâncias. Depois que uma pessoa perder o respeito a si mesma e o respeito às suas próprias necessidades - depois disso fica-se um pouco um trapo.Pegue para você o que lhe pertence, e o que lhe pertence é tudo aquilo que sua vida exige. Parece uma vida amoral. Mas o que é verdadeiramente imoral é ter desistido de si mesma."
Trecho de uma carta de Clarice Lispector enviada em 1947 para uma grande amiga.

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