3 de nov de 2007

Eterno

Quando era só uma menina (diga-de 13,14anos), o quê costumava me tirar o sono era uma paixão platônica por um garoto fofo, que a sala toda adorava!
Achava que aquilo nunca ia passar.Me via mais velha, imaginado como seria a vida se depois de uns anos eu não tivesse esquecido-o, e ao mesmo tempo imaginava o quão sufocante seria conviver com aquele “amor” eternamente, sem nunca ter compartilhado com o interessado! Olha a viagemm...
È....eternamente é uma palavra que deveria ser proibida de ser pronunciada perto de adolescentes e jovens...
Acredito que se eu não conhecesse a palavra “eternamente” naquela época teria sofrido muito menos, porque convenhamos, até hoje não sei lidar com a possibilidade do "eternamente”...e hoje sou um pouco mais consciente pra afirmar isso!
Tudo que vivo, que anseio viver, ou que os outros esperam que eu vive, me dá um pouco de medo.
Medo, receio de a alegria não durar eternamente, medo de a dor durar eternamente, medo de sentir-me assim eternamente.... Medo do amanhã...
Mas uma coisa aquele “amor platônico” de adolescente me ensinou: tudo passa, nada é para sempre, e sempre virão novos amores, novos sonhos e novas metas...

2 comentários:

Deco disse...

O tempo é o senhor da razão. A maturidade entra pela porta, a ilusão sai pela janela. Bjo

Divã-Loira disse...

Oi querida,
quanta delicadeza...
mas enfim, é ótimo saber que gostou dos nossos textos..
Volte sempre!

Bjus
Divã-Loira
=)