10 de ago de 2007

CHEGA!

Chega. Deu. Basta. Eu desisto. Não brinco mais. Acabou. Era isso. Enchi o saco.
Torrei a minha paciência. That's all folks. Não quero mais saber. Recolhi as antenas, baixei o periscópio, desliguei o radar. Não procuro mais, não dou mais mole, não poupo o trabalho. Vai querer? Problema seu, vire-se ou desvire-se, conforme o caso. Não se trata de nenhum tipo de voto de castidade, mas de cansaço puro e simples. Cansei a minha beleza. Há vagas, mas o departamento de recrutamento e seleção foi desativado por tempo indeterminado. Os interessados devem mandar currículo em três vias com foto, acompanhado de carta de intenções de próprio punho e de recomendações, ficha corrida, atestado de bons antecedentes e ligar um dia sim outro não para ver se já tem alguma resposta. Não fechei para balanço, mas não faço mais propaganda. Aquela coisa de mala direta, panfleto na rua, comercial em horário nobre, marchandising na novela das oito, encarte em revista, página inteira em jornal - tô fora. Agora vou ser cool, tipo obra rara que tem que ser garimpada em sebos, edição especial de 500 exemplares para colecionadores, autografada, lançada há trinta anos. Não facilito: sorrisinhos, charme, insinuações, entradas, bola picando? Forget it.
Vai ter que fazer promessa para Santo Expedito, Santo Antônio e Nossa Senhora Desatadora de Nós. Vai ter que rebolar meu nêgo, que agora o furo é mais embaixo, o arroz é mais soltinho e a rapa é na tampa. Tá a fim? Muito bem, me convença por que você é, afinal de contas, o homem da minha vida.
E anda logo que eu estou com pressa.
[texto by P. Antoniete, mas que poderia ser meu!]

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